quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dunga, a seleção e os comentaristas

Há muito tempo que não torço pela seleção brasileira. Calma. Não há nenhuma razão ideológica para isso. certamente o ano que vem durante a copa do mundo estarei mobilizado, concentrado e vestido de verde e amarelo torcendo pelo time canarinho. Mas, fora disso não.
Foi assim que por absoluta falta do que fazer assiti o jogo de domingo passado entre Brasil e Bolívia. Confesso constrangido que adorei o resultado. Bolívia 2 a 0. E os comentaristas da televisão disseram que a culpa foi da altitude. Em nenhum momento eu me identifiquei com aquele time de camisa amarela.
Primeiro eu não gosto do Dunga. Acho-o burro, chato e arrogante. Depois, não existe mais jogadores brasileiros na seleção. Só tem jogador do Real Madrid, Barcelona, Milan, Rússia, Casaquistão, Alasca e do raio que o parta. Não tem mais jogadores dos nossos times. O que empolga são os jogadores dos nossos times. É diferente do tempo em que existia o Jairzinho do Botafogo, o Zico do Flamengo, o Roberto Dinamite do Vasco, um tal de Pelé do Santos. Pior: esses "estrangeiros" que jogam hoje não servem nem para carregar as chuteiras daqueles.
Hoje depois de uma estafante reunião no Ministério do Planejamento aqui em Brasília, chego no hotel, ligo a televisão que transmitia o jogo entre Brasil e Venezuela. Meu Deus. Pense num jogo duro. Duro de assistir.
Agora, pior do que o Dunga e os seus "estrangeiros" são os comentaristas da televisão. Aliás, eu defendo a tese de que comentarista é coisa para o rádio. Ninguém tá vendo mesmo então o cara pode falar a besteira que for. Jogo na televisão não precisa de comentarista falando asneira. E o tal do Sportv acha pouco e tem dois comentaristas. É mole? Dois caras falando merda o tempo todo!
Hoje tem um tal de Paulinho Vasconcelos e outro de nome Lélio não sei das quantas. Se superaram. No segundo tempo um zagueiro grosso da seleção brasileira dá um sopapo num venezuelano e o juiz, muito justamente o expulsa. Enquanto eu acho que o perna de pau deveria sair algemado direto para a delegacia os nobres comentaristas disseram que o juiz fora muito rigoroso. Peraí: vai comentar ou vai torcer? Lá pelas tantas um tal de Felipe Luiz do time de camisa amarela chuta uma bola de canela. Os bravos comentaristas dizem que a culpa é do gramado ruim. Esses caras nunca viram Luiz Carlos Bossa Nova, Sandoval ou Elenilson jogando nos campos do Dorense ou do Olímpíco de Itabaianinha.
Os comentaristas não se cansam de elogiar um lateral direito de nome Maicon que corre mais do que o Usain Bolt, chega sempre na linha de fundo e cruza todas as bolas pelo fundo do gol. Eles precisavam ter conhecido o Amaute do Itabaiana. De repente um negão de nome Ramires, uns dois metro de altura, estilo de queniano corredor de maratona, recebe uma bola limpa na linha da pequena área e chuta tão alto que a bola sai do estádio. O tal do Paulo Vasconcelos diz:  "isso é coisa do cansaço". Já com vontade de desligar a televisão reajo aos gritos: "Cansaço nada meu amigo, isso é grossura mesmo". Dez minutos depois o professor Dunga subistitui Ramires. Chamado a comentar Paulinho diz: " Ramires cansou e ele é um jogador que depende muito do preparo físico para jogar". Chega Paulinho. Vai encher o saco da p.q.p. Amanhã eu procuro saber de quanto foi o jogo.

2 comentários:

Anônimo disse...

voce deveria ter assitido a globo, os comentários de galvão são inenarráveis

Rocha

Dilson Ramos disse...

O pior de tudo é que eles são baseados em São Paulo. Têm preconceito contra o futebol do Rio e são bairristas. O Nordeste, então, é uma sub-praça do futebol nacional, exótico. As mesas redondas após as partidas são intragáveis, eles se acham especialistas em tudo e pior, infalíveis. Mas temos que assistir (e debochar!).

Postar um comentário