sexta-feira, 30 de outubro de 2009

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Prefeitura de Aracaju realiza II Conferência Municipal de Cultura

Debater a cultura e seus diversos aspectos em um encontro entre autoridades e a sociedade civil para a construção de políticas públicas culturais. Esse é o objetivo da II Conferência Municipal de Cultura, promovida pela Prefeitura Municipal de Aracaju, através da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju). Nesta sexta-feira, 30, no Parque da Sementeira, cerca de 300 pessoas participaram das atividades de abertura do evento, que segue até sábado, 31.                                       Foto: André Moreira



Democratização

O vice-prefeito de Aracaju, Silvio Santos, representou o prefeito Edvaldo Nogueira na solenidade. Para ele, a iniciativa é essencial para a sociedade discutir as políticas públicas culturais. "Uma oportunidade ímpar de poder fugir do lugar comum, onde os detentores de mandato se achavam iluminados o suficiente para decidir os destinos da política de cultura. E através das conferências a sociedade também participa. Além de democrático, o evento é importante porque fortalece a cultura", defende.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

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Estação literatura.

Mais uma crônica da série "De Bar em Bar" do poeta e jornalista Amaral Cavalcante sobre a vida boêmia de nossa cidade.

O Barraco de Boa Morte


Boa Morte era um sujeito bem de vida. Qualquer petroleiro na década de sessenta em Aracaju era um cidadão de responsa, com a vida arrumada e grande importância social. Afinal, amealhavam no final do mês invejáveis ordenados. Namoravam as coroas mais enxutas, tinham crédito ilimitado no Gavetão, assento cativo no Batistão e mesa no restaurante do Hotel Pálace com direito a um cálice de licor por conta da casa.

O petroleiro Boa Morte foi bem mais além: era o rei da noite com o seu Bar Barraco instalado na esquina do Hotel Beira Mar, lugar das maiores doidices nos primórdios da Atalaia. O que teria levado Boa Morte a se envolver em negócios de bar? Pela renda não era que no Barraco dele o “devo” era federal. Seria então para dispor, garanhão que acreditava ser, da recém descoberta liberalidade de costumes que nos nutria a bandeira do amor livre, tão em voga nos idos sessenta?

Sabe-se lá! O certo é que o Barraco era um respiradouro de modernas emoções, o barulhento templo da moçada liberal, único no gênero, e, portanto, memorável sempre.

O melhor de lá era a intimidade dos garçons, comparsas da patuléia que se misturavam à doidice geral. Deles, dois merecem memória: Agapito e Bigode.

Bigode era enferruscado. Sério senhor de cinturão atochado no limite da virilha contendo o inconveniente barrigão. Baixinho de cara séria e coração brincalhão, estava ali, mas não estava, que a dele já se sabia: das gorjetas do Barraco voltava à família, onde, por certo, conversava novidades, entregando os escândalos que presenciara. Mas acontece que o devo era mais fácil com ele. Rara condição em coração de garçom, a cumplicidade de pai: – Seguro até amanhã, Boa Morte nem vai saber!

Bigode era o pai do penduro.

Já Agapito tinha muita história. Fora garçom do Vaqueiro onde começara a enlouquecer ajudado por uma geração de cineastas Super-8, ploriferados na década de 60, que fazia cinema de tudo o que havia e se divertia com isso. Convenceram-no de que ele era um Caubói desaproveitado, capaz de glórias hollyoodianas e Agapito se acreditou o Rock Lane do Aracaju. Mas como apanhava! Num faroeste sergipano ele apanhou tanto do mocinho que baixou hospital. Na cena seguinte onde ele - o vilão - seria enforcado, a gaiata produção amarrou frouxo o nó cinematográfico que o seguraria pela cintura, enquanto o nó no pescoço, apenas cenográfico, lhe garanteria a perfórmance teatral de enforcado, por parcos segundos cinematográficos. Mas aprontaram com ele! Enquanto Agapito, já sem fôlego esperneava socorro, a trupe morria de rir. Essa cena foi registrada em metros de fita que eu cheguei a ver, onde, finalmente Cawboy, Agapito encheu de murro o cinegrafista e investiu aloprado: - Filhas da puta, voçês querem me matar? Vai ver que por causa disso o nosso ator nunca chegou às telas.

Agapito concedia ao Barraco algumas performances, como a do duelo no corredor das mesas, onde o bater da meia noite o incitava a sacar com rara velocidade o destampador de garrafas: pernas arqueadas, beiço ocupado em transversais palitos, olhar feroz e peito aberto ao que desse e viesse. Ploc, Ploc - o saque veloz nos gargalos! Ele ganhava sempre!

Agapito está vivo, mas já não conta de si, largado que está em nosso esquecimento. Vive no mercado central esmolando atenção e poucos acreditam nas doidices que ele conta!

Acho que nem do Barraco ele se lembra!


Amaral Cavalcante- 10/2009

Tem gente que não gosta

Os juros para pessoas físicas são os menores desde 1994. Caiu a inadimplência e aumentou a confiança do empresariado da indústria na economia do Brasil. Tudo isso em meio a uma baita crise financeira mundial.
Quanta diferença do tempo "deles"!!!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

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Olha o Imperador aí gente!!!!


Olhaí o neto do "seu" Antônio, num momento "descanso do guerreiro" nos braços do papai. Grande Marco Antônio.

Festa da Abóbora

Visitei ontem (25) o assentamento 8 de Outubro do MST em Simão Dias. Trata-se de um assentamento modelo, produtivo e que ontem comemorou a 9ª Festa da Abóbora. É que é chegada a hora da colheita e este ano, além de abóbora os agricultores comemoram a ótima safra de milho.
Presentes os coordenadores regionais do MST João Daniel, Esmeraldo Leal, Flamarion Déda entre outros como o deputado federal Jackson Barreto, o prefeito do município, Dênisson Déda, os dirigentes petistas, Evandro Galdino, Marcos Vinícius, Denar e Chiquinho.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

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Crise? Que crise?

Dívida pública cai e fecha setembro em R$ 1,48 tri. Dólar encerra o dia estável, mas perde 26% no ano e o desemprego está em 7,7%, menor taxa do ano. Marolinha? Êta Lula exagerado!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

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Batendo cabeça

Ao que parece a oposição conservadora brasileira (PSDB/DEM e outros menos cotados) continua batendo cabeça. Falta-lhe um projeto alternativo que possa se apresentar como um avanço sobre aquele que vem sendo executado pelo governo Lula. O único projeto com que ela se apresentava, o do estado mínimo, o neoliberalismo do "enxugamento da máquina" (leia-se: PDV, terceirização, fim dos concursos, etc.), das privatizações e precarização do trabalho, este acabou de levar o tiro de misericórdia, com a recente crise financeira que abalou o mundo. Envergonhada o bastante para defender o que acredita e na ausência de um programa que possa ser apresentado como novo, vai vivendo de factóides.
Um dia é uma secretária, mãe do comediante Mução e mulher de um ex-ministro tucano, que disse ter participado de uma reunião pouco convencional com a ministra Dilma, onde esta pedira certos favores à família Sarney. A ministra negou, e numa sabatina no Congresso a secretária ficou na base do caô, caô. Noutro dia é a volta da CPI do MST que já havia sido instalada e encerrada. Depois volta a mãe de Mução dizendo que achou a agenda. O Big Brother parece mais sério.
Agora reclama ao juiz e ao bispo, que Lula e Dilma estão fazendo campanha. Ora, o presidente e a ministra realizam obras pelo Brasil inteiro, não podem visitá-las? E se visitá-las não podem ficar felizes com suas realizações? Vibrarem, falarem, comemorarem? Imaginem um jogador de futebol. Ao entrar em campo o juiz diz: olha, você pode correr, suar e até cansar de jogar, mas se fizer um gol não vale e se comemorar eu te expulso. Assim deveria ser o governo Lula se os conservadores pudessem dar jeito. Governar pode. Visitar obras e ainda por cima fazer discurso, não. A imprensa já disse de que lado está. Vamos ver agora os juízes.